quinta-feira, 17 de setembro de 2015

GOLA DO BODY - CURIOSIDADE

Você sabia como é a utilização correta do body?  Para que serve a gola do body, o tecido transpassado sob os ombros?  Eu como uma boa mãe de primeira viagem não sabia para que servia e achava que era simplesmente para passar a cabecinha do bebe com mais facilidade, também tem esta finalidade mas não somente esta.



A gola serve para quando a fralda do bebe vasa e tem coco por todo lado, você pode abrir a gola e passar o ombro do bebe pela abertura maior e tirar o body inteiro por baixo, evitando mais sujeira.  Esta novidade mudou minha vida, akakakak, agora faço menos sujeira para trocar minha pequena.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

BRONQUITE E O USO DO ESPAÇADOR


A bronquite é a inflamação das principais vias respiratórias que vão aos pulmões, como são os brônquios. É uma inflamação que produz muita tosse e expectoração nas crianças e adultos. 
Se a bronquite é de curta duração, diz-se que é aguda, enquanto que se é de longa duração e recorrente, chama-se bronquite crônica. 


AS CAUSAS DA BRONQUITE INFANTIL
A bronquite aguda normalmente ocorre depois de uma infecção viral das vias respiratórias. Em algumas ocasiões, pode-se contrair uma infecção bacteriana após a viral, que infecta as vias respiratórias. A bronquite aguda afeta a pessoas mais velhas, crianças pequenas, bebês, fumantes ou pacientes com pneumonia.
No entanto, a bronquite crônica é uma doença que cresce ao longo do tempo. Apresenta tosse e muco abundante. A bronquite é diagnosticada como crônica quando há moco a maioria dos dias em um período de três meses. A bronquite crônica está catalogada como doença pulmonar obstrutiva crônica.
A bronquite se produz, na maioria dos casos, por um catarro ou a uma gripe. A bronquite aguda, geralmente segue a uma infecção respiratória, e afeta inicialmente o nariz, os seios paranasais e a garganta, e logo se propaga até os pulmões. Algumas vezes, uma pessoa pode adquirir outra infecção bacteriana (secundária) nas vias respiratórias. Isso significa que, além dos vírus, existem bactérias que estão infectando as vias respiratórias

TRATAMENTO DA BRONQUITE
Em geral não requer tratamento antibiótico. Para amolecer o muco, convém que a criança tome muito líquido. Se a tosse for seca, convém dar um antitussígeno. Pelo contrário, se na tosse se elimina secreções, não é indicado dar medicamentos para cortar a tosse. Contribuem para reter o muco nos pulmões, situação que favorece a infecção. 
Não se necessitam antibióticos para a bronquite aguda, causada por um vírus. A infecção geralmente se resolve espontaneamente em uma semana. Pode-se tomar as seguintes medidas para alcançar algum alívio, sempre com a autorização médica.
·         Paracetamol para a febre. NÃO SE DEVE administrar aspirina às crianças.  
·         Descansar. 
·         Tomar muito líquido .
·         Utilizar vaporizador ou vapor no banho. 
·         NÃO fumar perto da criança.

Se os sintomas não melhorarem, o médico pode receitar um inalador para abrir as vias respiratórias e receitará antibióticos se acreditar que a criança tem uma infecção bacteriana secundária. Existem casos em que as crianças com bronquite tenham que ser hospitalizada. Mas só o médico poderá decidir.

O QUE É UMA AEROCÂMARA OU ESPAÇADOR?
É um dispositivo que pode ser acoplada ao inalador de spray para facilitar o seu uso e melhorar o aproveitamento da medicação. É ainda mais importante quando se trata de crianças, pois elas não conseguem seguir a orientação de coordenar a respiração durante o uso dos medicamentos inalatórios. 



QUAL A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇADOR
O espaçador diminui a deposição de medicação que fica na boca e garganta durante a aplicação, permitindo que maior quantidade de medicação chegue aos pulmões. O espaçador também facilita o uso da medicação inalada para crianças, pois elas não conseguem seguir a orientação de coordenar a respiração durante o uso dos medicamentos inalatórios.

QUAL ESPAÇADOR UTILIZAR?
Simplificadamente  podemos considerar que crianças muito pequenas e que ainda não conseguem seguir uma orientação de coordenação de respiração devem usar preferencialmente espaçadores com máscara e valvulados.
Quando o espaçador vai ser utilizado por uma criança maior ou adulto, esse pode ser com peça bucal (sem máscara) e não necessita ser valvulado.

COMO PROCEDER PARA LIMPAR UM ESPAÇADOR?
O espaçador não precisa ser limpo após cada uso, mas deve ser lavado, sem esfregar, com água a cada 7 dias e enxugado com papel ou tecido. A máscara deve ser higienizada separadamente com álcool. Pelo menos uma vez por mês o espaçador deve ser colocado de molho, por 30 minutos, em uma vasilha com uma solução de água e detergente caseiro neutro (2 gotas de detergente para 1  litro de água). Após o período de permanência na solução o espaçador deve secar livremente sem ser enxugado.
O objetivo dessa limpeza além de higienização do material é de reduzir a carga eletrostática que pode comprometer a quantidade de medicação que passa pelo espaçador. Não utilizar esponjas ou material abrasivo para não arranhar o espaçador e também comprometer o deslizamento da medicação dentro do mesmo.

COMO PROCEDER PARA USAR O MEDICAMENTO COM UM ESPAÇADOR?
 Spray com espaçador em crianças pequenas: 
 1.  Coloque a criança sentada ou no colo, com a cabeça mais em pé. Retire bico ou chupeta.
 2.  Agite o spray vigorosamente, retire a tampinha e acople o espaçador ao bocal do spray.
3.  Adapte bem a máscara à face da criança, cobrindo nariz e boca ou apenas a boca conforme a orientação do médico. Peça-a que abra a boca.    A máscara deve ser adequada para o tamanho da criança, para evitar escapes.
4.  Acione o spray
5.  Com a máscara bem aderida ao rosto, aguarde que a criança respire naturalmente por 6 vezes seguidas
6.  Retire a máscara do rosto  e em seguida limpe a face e os lábios da criança, com água.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Antibiótico: vilão ou mocinho?

As opiniões das mães sobre o uso do antibiótico são muito variadas. Algumas associam a uma coisa ruim, que agride e tira a imunidade da criança, enquanto outras acham que é um santo remédio e no primeiro sinal de doença já apelam para o antibiótico. Afinal, ele é bom ou ruim? O Guia do Bebê conversou com o pediatra do Hospital Ana Costa, Dr. José Newton Bicudo, para tirar todas as dúvidas a respeito do assunto.
“O antibiótico quando corretamente indicado pelo médico para o tratamento de uma infecção bacteriana é bom. Já o antibiótico usado indiscriminadamente, sem receita médica, sem indicação adequada ou usado para quadros que não sejam uma infecção bacteriana é ruim”, explica o Dr. Bicudo.
Algumas pessoas acreditam que o uso do antibiótico pode prejudicar o desenvolvimento da criança, alterar a imunidade, prejudicar os dentes, causar anemia, entre outros receios. Porém, o pediatra garante que o único risco que se corre é o de dar antibiótico para resolver algo para o qual ele não funciona, e só o médico tem condições de avaliar isso. Como qualquer outro medicamento, tomar por conta própria oferece dois riscos: o de fazer mal e o de não resolver o problema.
Segundo o especialista, quando a mãe usa o antibiótico indiscriminadamente, sem a orientação do pediatra, as consequências podem ser desde o retardo da cura até o disfarce dos sintomas. “A criança pode ter efeitos inversos ao que se pretende. O uso indiscriminado ainda é responsável pela resistência bacteriana, ou seja, pela eliminação das bactérias que invadem o nosso corpo e, às vezes, são importantes para que se mantenha a imunidade da criança. Com essa medida, outros medicamentos menos invasivos não conseguem fazer efeito”.
O uso indiscriminado de antibióticos está diretamente relacionado ao aumento da resistência das bactérias aos antibióticos, ou seja, que não respondem mais a antibióticos que eram utilizados para o seu tratamento e exigem antimicrobianos de espectro mais amplo para serem combatidas. Outro problema são os efeitos colaterais, como alergias e diarreias, que podem ser graves, além do alto custo do tratamento.
O Dr. José Newton Bicudo afirma que o antibiótico não altera a imunidade da criança. “Na primeira infância (até 5 anos) é muito comum as infecções virais, que têm sintomas bastante parecidos, como febre e problemas respiratórios, e o antibiótico não funciona no caso de viroses, só quando a infecção é por bactérias. É na primeira infância que a criança desenvolve o seu sistema imunológico, que é feito pelo contato dela com os vírus e bactérias”.
Outro problema relacionado ao uso dos antibióticos é não obedecer aos intervalos entre as doses ou parar o tratamento no meio sem a orientação do pediatra quando a mãe acha que o filho já está curado. O Dr. José Bicudo ensina que entre a ingestão do antibiótico e ele atingir o ponto da infecção, o medicamento vai perdendo força, ou seja, a quantidade do antibiótico no organismo vai caindo até um nível onde ele não tem eficácia. Por isso é importante obedecer ao intervalo entre as doses para manter um nível adequado do antibiótico no organismo e com a sua melhor eficácia. Também é importante seguir o tratamento até o final para certificar-se de que todas as bactérias foram mesmo eliminadas, senão elas voltam a se multiplicar. Assim sendo, os horários e dias têm de ser respeitados rigorosamente. Só assim o tratamento dá certo.
O pediatra ressalta ainda que vacinas e hábitos saudáveis ajudam a evitar doenças, mas quem deve avaliar o tratamento é sempre o médico. Dados os riscos associados a um uso incorreto dos antibióticos, para a saúde da criança e para a saúde de todos, o médico dá algumas dicas fundamentais:
  • Não pressione o médico para lhe receitar antibióticos, nem o farmacêutico para dispensá-los sem receita;
  • Tome apenas os antibióticos prescritos para cada situação, não guarde sobras e não dê a criança antibióticos receitados para outras pessoas;
  • Cumpra a posologia, não alterando as doses nem os intervalos das tomas;
  • IMPORTANTE! Faça o tratamento até ao fim, não deixe de tomar o antibiótico mesmo que se sinta melhor. Uma vez iniciado o tratamento ele deve ir até o fim;
  • A escola e demais cuidadores da criança devem ser informadas sobre a infecção e o tratamento em curso.
Os antibióticos não curam todas as doenças e podem não ser os mais apropriados para as infecções típicas da infância, isto porque:
  • os antibióticos são apenas eficazes contra bactérias e a maioria das infecções que afetam as crianças é causada por vírus;
  • usar o antibiótico nesta situação não ajuda o organismo a combater o vírus nem impede o contágio;
  • os antibióticos podem causar efeitos secundários, tais como diarreia e reações dermatológicas;
  • o uso inadequado de antibióticos está na origem da chamada resistência bacteriana;
  • por vezes o melhor remédio para tratar uma infecção é confiar no sistema imunológico, dando lhe tempo para atuar e combater a doença;
  • são as infecções próprias da infância que vão ajudar a desenvolver as defesas da criança, tornando-a mais resistente.